segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

PRODER


Para quando uma resposta às centenas de candidaturas que foram entregues?
Quanto tempo mais teremos de esperar?

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Jeff Buckley - Lover, you should've come over




Looking out the door
I see the rain fall upon the funeral mourners
Parading in a wake of sad relations
As their shoes fill up with water

Maybe I'm too young
To keep good love from going wrong
But tonight, you're on my mind so
You never know

Broken down and hungry for your love
With no way to feed it
Where are you tonight?
Child, you know how much I need it.
Too young to hold on
And too old to just break free and run

Sometimes a man gets carried away,
When he feels like he should be having his fun
Much too blind to see the damage he's done
Sometimes a man must awake to find that, really,
He has no-one...

So I'll wait for you... And I'll burn
Will I ever see your sweet return?
Oh, will I ever learn?
Oh, Lover, you should've come over
Cause it's not too late.

Lonely is the room the bed is made
The open window lets the rain in
Burning in the corner is the only one
Who dreams he had you with him
My body turns and yearns for a sleep
That won't ever come
It's never over,
My kingdom for a kiss upon her shoulder
It's never over,
all my riches for her smiles when I slept so soft against her...
It's never over,
All my blood for the sweetness of her laughter...
It's never over,
She's a tear that hangs inside my soul forever...

But maybe I'm just too young to keep good love
From going wrong
Oh... lover you should've come over...

Yes, and I feel too young to hold on
I'm much too old to break free and run
Too deaf, dumb, and blind
To see the damage I've done
Sweet lover, you should've come over
Oh, love, well I'll wait for you
Lover, you should've come over
'Cause it's not too late.

domingo, 6 de dezembro de 2009

1997-2009

Doze anos!
Parece impossível como se resiste tanto tempo distante da única coisa que realmente importou na vida até hoje.
O quê?
Quem?
Como?
As respostas pouco importam. Só quem as tem sabe do que falo.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Gripe A - Lote de vacinas retirado no Canadá

Depois de na Suiça terem proibido a vacina, que temos em Portugal, contra a Gripe A em grávidas e menores, (noticia de ontem), hoje vem a público que o Canadá mandou retirar um lote de vacinas contra a Gripe A por provocar reacções alérgicas graves.

Noticia completa aqui

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Vacina da Gripe A - Quarto caso de morte fetal

Mais uma grávida vacinada contra a gripe A perdeu o bebé, com 39 semanas de gestação.(Artigo completo - aqui)



Estranhamente esta noticia não está publicada em alguns dos mais conhecidos meios de comunicação social em Portugal.

Ao mesmo tempo é interessante verificar que a Suiça proibiu a utilização, em grávidas e menores, da vacina que está a ser usada em Portugal. (mais aqui)


sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Carlos Paião - Muitas meias dúzias

Teremos nós ainda presente a figura de Carlos Paião? Este cantor popular continua na minha memória infantil.
O médico que dizia preferir ser mau cantor a mau médico e que numa década compôs mas de 300 canções.

Algumas meias dúzias de canções que a "compuse-a" e é essa mesmo, entre muitas outras, que guardo na minha memória de miúdo.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Vacina da Gripe A - Perdas de Bebés

Já aqui deixei um Post sobre a perda de um bebé por parte de uma grávida, após ter tomado a vacina contra a gripe A.

Ontem foi noticiado a perda de um segundo bebé e hoje mais um.

As autoridades continuam a manter o mesmo discurso. Não há qualquer relação entre a perda dos bebés e as vacinas.

Um dos grandes defeitos da ciência e dos políticos é darem a ideia de que nunca se enganam, coisa que sabemos não ser verdade. Basta verificar o número de medicamentos que são constantemente retirados do mercado por haverem novas descobertas sobre os efeitos secundários dos mesmos.

Como podem então as autoridades estarem tão seguras de que não existe qualquer relação entre a vacina e a morte dos fetos?

domingo, 15 de novembro de 2009

Vacina da Gripe A - Perda de Bebé

Já aqui deixamos alguns posts sobre a vacina contra a gripe A.

Hoje saiu mais uma noticias preocupante, após a perda de um bebé de uma mulher grávida, após ter tomado a vacina.

Invariavelmente os responsáveis médicos refugiam-se no imbatível argumento; "Não é possível estabelecer uma relação casual entre a vacinação da grávida e a morte do feto"

Os artigos podem ser ligos da integra no JN e no I

sábado, 14 de novembro de 2009

Fallen Art

Morphine - My brain

My whole brain was out of tune (x2)
I don't know how to tune a brain do you
Went into a brain shop
They said they'd have to rebuild the whole head
I said well do what you got to do
When I got my brain back
Didn't work right
Didn't have as many good ideas
Haven't really had a good idea since I got it fixed


domingo, 8 de novembro de 2009

Neil Young

Descobri tarde Neil Young, talvez por volta dos meus 22 anos. Já antes ouvia falar dele, mas o preconceito contra música country desviava-me da sua música. Já em Gales um número da revista UNCUT trazia uma grande reportagem sobre Neil Young. Nunca um artigo me convenceu tanto sobre um artista. Desde então Neil Young mantém um lugar de destaque nas minhas preferências e referências musicais.


LIKE A HURRICANE


Once I thought I saw you
in a crowded hazy bar,
Dancing on the light
from star to star.
Far across the moonbeam
I know that's who you are,
I saw your brown eyes
turning once to fire.

You are like a hurricane
There's calm in your eye.
And I'm gettin' blown away
To somewhere safer
where the feeling stays.
I want to love you but
I'm getting blown away.

I am just a dreamer,
but you are just a dream,
You could have been
anyone to me.
Before that moment
you touched my lips
That perfect feeling
when time just slips
Away between us
on our foggy trip.

You are like a hurricane
There's calm in your eye.
And I'm gettin' blown away
To somewhere safer
where the feeling stays.
I want to love you but
I'm getting blown away.

HEART OF GOLD


I want to live,
I want to give
I've been a miner
for a heart of gold.
It's these expressions
I never give
That keep me searching
for a heart of gold
And I'm getting old.
Keeps me searching
for a heart of gold
And I'm getting old.

I've been to Hollywood
I've been to Redwood
I crossed the ocean
for a heart of gold
I've been in my mind,
it's such a fine line
That keeps me searching
for a heart of gold
And I'm getting old.
Keeps me searching
for a heart of gold
And I'm getting old.

Keep me searching
for a heart of gold
You keep me searching
for a heart of gold
And I'm growing old.
I've been a miner
for a heart of gold.

O Ultimo Agricultor da Foz

Uma visão romântica do futuro

domingo, 25 de outubro de 2009

Lyra

Lyra é uma constelação do hemisfério celestial norte. O genitivo, usado para formar nomes de estrelas, é Lyræ.A Constelação de Lira tem como estrela principal a estrela Vega, a alfa Lyriae. "A Constelação de Lira não é observada pelos que habitam abaixo do Equador". As constelações vizinhas são Cygnus, Draco, Hercules e Vulpecula.


Aqui pode-se aprender a encontrar Lyra, aqui

sábado, 24 de outubro de 2009

Intermitência

Tempo que perco, eternas ausências
momentos intermitentes, pálida lucidez
intermitência constante
Ciclo vicioso, vontade inconsciente
impotência constante
Sempre eu,
entre ser e o espaço
mundos desconhecidos
regresso sem história para contar
ausência sem sentido
momentos sem estar
Aqui, agora estou
Presente, momento em que escrevo
e não mais,
Apenas sou

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

David Bowie - Absolute Beginners

A música por vezes acompanha-nos. Como hoje, sem razão, sem porquê...encontro-me acompanhado por esta música que repica no alto do meu monte.




Ive nothing much to offer
Theres nothing much to take
Im an absolute beginner
And Im absolutely sane
As long as were together
The rest can go to hell
I absolutely love you
But were absolute beginners
With eyes completely open
But nervous all the same

If our love song
Could fly over mountains
Could laugh at the ocean/sail over heartaches second time
Just like the films
Theres no reason
To feel all the hard times
To lay down the hard lines
Its absolutely true

Nothing much could happen
Nothing we cant shake
Oh were absolute beginners
With nothing much at stake
As long as youre still smiling
Theres nothing more I need
I absolutely love you
But were absolute beginners
But if my love is your love
Were certain to succeed

If our love song
Could fly over mountains
Could laugh at the ocean/sail over heartaches second time
Just like the films
Theres no reason
To feel all the hard times
To lay down the hard lines
Its absolutely true

domingo, 18 de outubro de 2009

Disse Alberto Caeiro - (Fernando Pessoa)

O QUE OUVIU OS MEUS VERSOS

O que ouviu os meus versos disse-me: "Que tem isso de novo?"
Todos sabem que uma flor é uma flor e uma árvore é uma árvore.
Mas eu respondi, nem todos, (?........)
Porque todos amam as flores por serem belas, e eu sou diferente
E todos amam as árvores por serem verdes e darem sombra, mas eu não.
Eu amo as flores por serem flores, directamente
Eu amo as árvores por serem árvores, sem o meu pensamento.

Sérgio Godinho & Camané - Ela Tinha Uma Amiga



Letra: Manuela de Freitas
Música: José Mário Branco

Ela tinha uma amiga chamada Maria
Que era quem me atendia quando eu telefonava
Ela tinha uma amiga chamada Maria
A quem ela dizia para dizer que não estava

E quando eu insistia, e não desligava
Era sempre a Maria
Que me mentia e me consolava
E perguntava o que é que eu lhe queria

Ela tinha uma amiga chamada Maria
Que nunca sabia por onde ela andava
Ela tinha uma amiga chamada Maria
De quem se servia quando me enganava

E quando eu lá ia, e não a encontrava
Era sempre a Maria
Que me dizia que ela não tardava
Que me jurava que ela voltaria

Quando eu ia buscá-la, e a gente saía
Era sempre a Maria que nos animava
Quando eu a convidava, e ela não queria
Era com a Maria que eu sempre dançava

E quando eu inventava uma melodia
Era sempre a Maria
Que me aplaudia, e ela não ligava
E eu ficava a cantar prá a Maria

No cinema, no escuro, quando eu a beijava
Ela empalidecia, a Maria corava
Ela não me ligava e adormecia
E era com a Maria
Que eu conversava
E que eu ficava quase até ser dia

Ela tinha uma amiga chamada Maria
A quem ela dizia p’ra dizer que não estava
Até que outro dia ela me telefonou
E eu disse: Maria...
E eu disse: Maria!
E eu disse: “Maria, vai dizer que eu não estou!”

Pandemia de Negocios Turbios





segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Gripe A - Eliminar parte da população Mundial e fazer dinheiro

Ouçam bem o que diz a ex-Chief Medical Officer for Lapland (northern Finland). Ao ouvir as suas declarações polémicas encontro grande coerência na sua argumentação. O exagero, a propaganda a intensidade com que os meios de comunicação social falam de uma Gripe que cada vez mais se sabe, não estar minimamente grave.
Porquê então e para quê toda esta campanha sobre a Gripe A?

Porquê, ninguém fala na comunicação social sobre estas declarações desta ex-ministra? São no mínimo acusações extremamente graves para serem noticiadas, não acham?

Ouçam e espalhem isto como fogo pela net, porque de facto é escandaloso o que se tem passado com este assunto da Gripe A



Ouçam também o Dr. Kent Holtorf



«O Dr. Kent Holtorf é entrevistado na Fox News sobre os sintomas e o tratamento do H1N1 (a Gripe Suína ou Gripe A). O Dr. Holtorf é um especialista em doenças infecciosas e a sua opinião sobre a vacina que está a chegar ao mercado em Outubro (de 2009) é no mínimo alarmante.
"Locutor da Fox News: Você daria a vacina da Gripe A aos seus filhos?
Dr. Kent Holtorf: De forma nenhuma!"»
[fonte: O Homem das Cidades, ou: Diogo]

E não acaba aqui: LEMBRAM-SE DO RUMSFELD (vejam o video e divulgem)

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Disse Alberto Caeiro - (Fernando Pessoa)

Todos os Dias

Todos os dias agora acordo com alegria e pena.
Antigamente acordava sem sensação nenhuma; acordava.
Tenho alegria e pena porque perco o que sonho
E posso estar na realidade onde está o que sonho.
Não sei o que hei de fazer das minhas sensações.
Não sei o que hei de ser comigo sozinho.
Quero que ela me diga qualquer cousa para eu acordar de novo.

VidaTão Estranha e Estranha Forma de Vida

RODRIGO LEÃO
Vida Tão Estranha



AMÁLIA
Estranha Forma de Vida




Foi por vontade de Deus
que eu vivo nesta ansiedade.
Que todos os ais são meus,
Que é toda a minha saudade.
Foi por vontade de Deus.

Que estranha forma de vida
tem este meu coração:
vive de forma perdida;
Quem lhe daria o condão?
Que estranha forma de vida.

Coração independente,
coração que não comando:
vive perdido entre a gente,
teimosamente sangrando,
coração independente.

Eu não te acompanho mais:
para, deixa de bater.
Se não sabes aonde vais,
porque teimas em correr,
eu não te acompanho mais.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Perfume

Hoje podia ter-te identificado de olhos vendados, apenas pelo cheiro da tua pele. Hoje podia ter sido há 13 anos. Hoje...foi apenas um momento que me acompanhou todo o dia. Hoje...

terça-feira, 29 de setembro de 2009

A Minha Homenagem ao Presidente da República



Depois das declarações do nosso super-inteligente PR, veremos como descalça a bota. Afinal segundo ele, os indecentes e manipuladores pertencem ao partido do governo e futuro governo. Isto é, se o PR convidar o PS para formar Governo!!!

Sinceramente, apetece apenas limpar a classe politica à pazada. Será falta de tempo, irresponsabilidade politica, má gestão, fumo sem fogo?!
Ou será que o PR é tão inexperiente que mantém as suspeitas e abre espaço para todo o tipo de especulação?

Em seguida ouvimos um destacado membro do PS e do Governo, a responder à letra, enviar 3 ou 4 chapadas para Belém.

Fantástico, estamos perto de uma segunda revolução.

Felizmente para Belém este ano não falta lenha para se aquecerem.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Criação dos Deuses

Recordo o dia em que fui tocado por uma sensação única e como um raio fulminante senti o abrir de um novo livro. Um conto por explorar, um conto por escrever, um livro de belas páginas brancas, imaculadas e ainda por violar.
O livro era sagrado, livro divino, mais uma Deusa estaria por se criar. Com o passar do tempo a Deusa ganha forma, esboça as suas primeiras vontades, até que um dia se escrevem as primeiras linhas da sua história.

A mão, que era a mão direita, inicia e acompanha o desenhar das primeiras letras, parte com movimentos convictos, demasiado convictos e escreve. Pena bem segura e a escrita dura, carregada, sempre forçada.
A mão esquerda, vem depois, é mais descomprometido, não tem tanto jeito para desenhar letras e escreve apenas livremente, sem pressões, sem imposições. Acima de tudo sem grandes convicções e por isso abre enorme espaço à liberdade.

A outra mão, agora, a direita, sempre vai escrevendo, quase que compulsivamente até à exaustão. Um dia porém, cansada largará a história, esquecerá o livro ou precipitadamente tenta-lhe dar um fim, com intermináveis folhas em branco.

A livre e mal jeitosa mão esquerda, contemplando vai escrevendo e escreverá sempre, sem cansaço, sem jeito e sempre sem convicção. Escreverá apenas, sem nunca parar, lenta e livremente.

Assim talvez pudéssemos encarar a Criação dos Deuses, pequenas criaturas lindas e endiabradas, que se cruzam connosco todos os dias; - Como a mão esquerda

domingo, 20 de setembro de 2009

Ultra-Conservadorismo

Existem países conhecidos como países conservadores. Estou-me a lembrar dos E.U.A. ou do Reino Unido, que de facto são conservadores em muitos aspectos da suas sociedade. Contudo, não o são em relação à inovação, ao progresso e em muitos outros aspectos.

Portugal, pelo contrário, não é conservador. Por cá vivesse o Ultra-conservadorismo, aliás bem patente neste tempo de eleições.
De forma absolutamente ridícula, assisto diariamente a pessoas defenderem o "seu partido", como se falassem do seu clube de futebol. Tal e qual.
Quase ninguém se importa com a competência ou a receita que os políticos nos tentam vender. Como no futebol, não importa a qualidade do plantel da sua equipe, são sempre do mesmo partido. Votam sempre no mesmo partido, sejam do CDS-PP, PSD, PS, CDU ou BE, (todos são iguais, cegos fieis).

De seguida, constato que somos um povo de fé e mais uma vez aqui se manifesta o ultra-conservadorismo. A maioria das pessoas, continuam a acreditar nos mesmos políticos desde há 30 anos.
Parece sadismo, mas não é. É mesmo o tal Ultra-conservadorismo de que vos falo. Não interessa se os políticos que hoje se candidatam já tenham estado no governo e feito grandes asneiras, politicas erradas. Continuam a acreditar neles, como se acreditassem cegamente que a más politicas nada têm haver com a capacidade dos mesmos.

Seremos um povo estúpido, sádico, ou simplesmente ultra-conservador? Começo a pensar que o ser ultra-conservador é estúpido e sádico.

Temos ainda o facto de que em todo o mundo se falar, que é preciso mudar, mas por cá apresentam a mesma receita dos últimos 30 anos e todos andam a discutir entre si e esgrimindo argumentos sobre qual a melhor. Meus amigos, será difícil de ver que as receitas nos trazem apenas azia e congestões constantes??!!! Porque carga de água as politicas apresentadas hão-de funcionar agora, se não funcionaram antes?!! Não são os mesmos politicos a promover as mesmas politicas!!!???

Acho tudo isto inacreditável, de uma pequenez ainda maior do que o insignificante pais que somos na escala planetária.

Estamos mal, temos dos piores salários da europa, das piores condições de trabalho, custos de vida iguais aos países mais ricos da Europa e continuamos a acreditar nos mesmos políticos, nas mesmas receitas.

E no fim todos dizem. Que havemos de fazer?!! É a vida!!!

Sinceramente esgota-me um país inundado por tão mesquinha mentalidade, por tal pequenez na ambição, por tanto conservadorismo. Tudo junto só pode ser ultra-conservadorismo.

Afinal os mais de 40 anos de ditadura continuam a se sentir...nos cargos directivos temos uma geração que continua a achar que somos pequenos e como tal temos de nos contentar com o pouco que nos dão.

Será possível, arrumar com essa geração e passar para a seguinte? É que conheço imensa gente nova que não se contenta com pouco, que tem ambição, força, iniciativa, que são criativos, inovadores e acima de tudo são positivos, acreditam num futuro melhor e nunca se entregam à derrota. Estas pessoas novas só precisam de espaço para crescer.

Mas para abrir espaço temos de acabar com o Ultra-conservadorismo.

domingo, 16 de agosto de 2009

Radiohead - Thinking about you




Been thinking about you
Your record's a hit
Your eyes are on my wall
Your teeth are over there
But I'm still no one
And you're my star
What do you care?

Been thinking about you
And there's no rest
Should I still love you
Still see you in bed
But I'm playing with myself
What do you care?
When the other men are far far better

All the things you've got
All the things you need
Who bought you cigarettes
Who bribed the company to come and see you honey?

I've been thinking about you
So how can you sleep
These people aren't your friends
They're paid to kiss your feet
They don't know what I know
And why should you care
When I'm not there

Been thinking about you
And there's no rest
Should I still love you
Still see you in bed
But I'm playing with myself
What do you care?
When I'm not there.

All the things you've got
That you'll never need
All the things you've got
I've bled and I'd bleed to please you
... honey

Been thinking about you..

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Este Pais por Miguel de Sousa Tavares




Segunda-feira passada, a meio da tarde, faço a A-6, em direcção a Espanha e na companhia de uma amiga estrangeira; quarta-feira de manhã, refaço o mesmo percurso, em sentido inverso, rumo a Lisboa. Tanto para lá como para cá, é uma auto-estrada luxuosa e fantasma. Em contrapartida, numa breve incursão pela estrada nacional, entre Arraiolos e Borba, vamos encontrar um trânsito cerrado, composto esmagadoramente por camiões de mercadorias espanhóis. Vinda de um país onde as auto-estradas estão sempre cheias, ela está espantada com o que vê:

- É sempre assim, esta auto-estrada?
- Assim, como?
- Deserta, magnífica, sem trânsito?
- É, é sempre assim.
- Todos os dias?
- Todos, menos ao domingo, que sempre tem mais gente.

- Mas, se não há trânsito, porque a fizeram?
- Porque havia dinheiro para gastar dos Fundos Europeus, e porque diziam que o desenvolvimento era isto.

- E têm mais auto-estradas destas?
- Várias e ainda temos outras em construção: só de Lisboa para o Porto, vamos ficar com três. Entre S. Paulo e o Rio de Janeiro, por exemplo, não há nenhuma: só uns quilómetros à saída de S. Paulo e outros à chegada ao Rio. Nós vamos ter três entre o Porto e Lisboa: é a aposta no automóvel, na poupança de energia, nos acordos de Quioto, etc. - respondi, rindo-me.

- E, já agora, porque é que a auto-estrada está deserta e a estrada nacional está cheia de camiões?
- Porque assim não pagam portagem.

- E porque são quase todos espanhóis?
- Vêm trazer-nos comida.

- Mas vocês não têm agricultura?
- Não: a Europa paga-nos para não ter. E os nossos agricultores dizem que produzir não é rentável.

- Mas para os espanhóis é?
- Pelos vistos...

Ela ficou a pensar um pouco e voltou à carga:

- Mas porque não investem antes no comboio?
- Investimos, mas não resultou.

- Não resultou, como?
- Houve aí uns experts que gastaram uma fortuna a modernizar a linha Lisboa-Porto, com comboios pendulares e tudo, mas não resultou.

- Mas porquê?
- Olha, é assim: a maior parte do tempo, o comboio não 'pendula'; e, quando 'pendula', enjoa de morte. Não há sinal de telemóvel nem Internet, não há restaurante, há apenas um bar infecto e, de facto, o único sinal de 'modernidade' foi proibirem de fumar em qualquer espaço do comboio. Por isso, as pessoas preferem ir de carro e a companhia ferroviária do Estado perde centenas de milhões todos os anos.

- E gastaram nisso uma fortuna?
- Gastámos. E a única coisa que se conseguiu foi tirar 25 minutos às três horas e meia que demorava a viagem há cinquenta anos...

- Estás a brincar comigo!
- Não, estou a falar a sério!

- E o que fizeram a esses incompetentes?
- Nada. Ou melhor, agora vão dar-lhes uma nova oportunidade, que é encherem o país de TGV: Porto-Lisboa, Porto-Vigo, Madrid-Lisboa... e ainda há umas ameaças de fazerem outro no Algarve e outro no Centro.

- Mas que tamanho tem Portugal, de cima a baixo?
- Do ponto mais a norte ao ponto mais a sul, 561 km.

Ela ficou a olhar para mim, sem saber se era para acreditar ou não.
- Mas, ao menos, o TGV vai directo de Lisboa ao Porto?

- Não, pára em várias estações: de cima para baixo e se a memória não me falha, pára em Aveiro, para os compensar por não arrancarmos já com o TGV deles para Salamanca; depois, pára em Coimbra para não ofender o prof. Vital Moreira,
que é muito importante lá; a seguir, pára numa aldeia chamada Ota, para os compensar por não terem feito lá o novo aeroporto de Lisboa; depois, pára em Alcochete, a sul de Lisboa, onde ficará o futuro aeroporto; e, finalmente, pára em Lisboa, em duas estações.

- Como: então o TGV vem do Norte, ultrapassa Lisboa pelo sul, e depois volta para trás e entra em Lisboa?
- Isso mesmo.

- E como entra em Lisboa?
- Por uma nova ponte que vão fazer.

- Uma ponte ferroviária?
- E rodoviária também: vai trazer mais uns vinte ou trinta mil carros todos os dias para Lisboa.

- Mas isso é o caos, Lisboa já está congestionada de carros!
- Pois é.

- E, então?
- Então, nada. São os especialistas que decidiram assim.

Ela ficou pensativa outra vez. Manifestamente, o assunto estava a fasciná-la.
- E, desculpa lá, esse TGV para Madrid vai ter passageiros? Se a auto-estrada está deserta...
- Não, não vai ter.

- Não vai? Então, vai ser uma ruína!
- Não, é preciso distinguir: para as empresas que o vão construir e para os bancos que o vão capitalizar, vai ser um negócio fantástico! A exploração é que vai ser uma ruína - aliás, já admitida pelo Governo - porque, de facto, nem os especialistas conseguem encontrar passageiros que cheguem para o justificar.

- E quem paga os prejuízos da exploração: as empresas construtoras?
- Naaaão! Quem paga são os contribuintes! Aqui a regra é essa!

- E vocês não despedem o Governo?
- Talvez, mas não serve de muito: quem assinou os acordos para o TGV com Espanha foi a oposição, quando era governo...

- Que país o vosso! Mas qual é o argumento dos governos para fazerem um TGV que já sabem que vai perder dinheiro?
- Dizem que não podemos ficar fora da Rede Europeia de Alta Velocidade.

- O que é isso? Ir em TGV de Lisboa a Helsínquia?
- A Helsínquia, não, porque os países escandinavos não têm TGV.

- Como? Então, os países mais evoluídos da Europa não têm TGV e vocês têm de ter?
- É, dizem que assim entramos mais depressa na modernidade.

Fizemos mais uns quilómetros de deserto rodoviário de luxo, até que ela pareceu lembrar-se de qualquer coisa que tinha ficado para trás:

- E esse novo aeroporto de que falaste, é o quê?
- O novo aeroporto internacional de Lisboa, do lado de lá do rio e a uns 50 quilómetros de Lisboa.

- Mas vocês vão fechar este aeroporto que é um luxo, quase no centro da cidade, e fazer um novo?
- É isso mesmo. Dizem que este está saturado.

- Não me pareceu nada...
- Porque não está: cada vez tem menos voos e só este ano a TAP vai cancelar cerca de 20.000. O que está a crescer são os voos das low-cost, que, aliás, estão a liquidar a TAP.

- Mas, então, porque não fazem como se faz em todo o lado, que é deixar as companhias de linha no aeroporto principal e chutar as low-cost para um pequeno aeroporto de periferia? Não têm nenhum disponível?

- Temos vários. Mas os especialistas dizem que o novo aeroporto vai ser um hub ibérico, fazendo a trasfega de todos os voos da América do Sul para a Europa: um sucesso garantido.

- E tu acreditas nisso?
- Eu acredito em tudo e não acredito em nada. Olha ali ao fundo: sabes o que é aquilo?

- Um lago enorme! Extraordinário!
- Não: é a barragem de Alqueva, a maior da Europa.

- Ena! Deve produzir energia para meio país!
- Praticamente zero.

- A sério? Mas, ao menos, não vos faltará água para beber!
- A água não é potável: já vem contaminada de Espanha.

- Já não sei se estás a gozar comigo ou não, mas, se não serve para beber, serve para regar - ou nem isso?

- Servir, serve, mas vai demorar vinte ou mais anos até instalarem o perímetro de rega, porque, como te disse, aqui acredita-se que a agricultura não tem futuro: antes, porque não havia água; agora, porque há água a mais.

- Estás a dizer-me que fizeram a maior barragem da Europa e não serve para nada?
- Vai servir para regar campos de golfe e urbanizações turísticas, que é o que nós fazemos mais e melhor.

Apesar do sol de frente, impiedoso, ela tirou os óculos escuros e virou-se para me olhar bem de frente:
- Desculpa lá a última pergunta: vocês são doidos ou são ricos?
- Antes, éramos só doidos e fizemos algumas coisas notáveis por esse mundo fora; depois, disseram-nos que afinal éramos ricos e desatámos a fazer todas as asneiras possíveis cá dentro; em breve, voltaremos a ser pobres e enlouqueceremos de vez.

Ela voltou a colocar os óculos de sol e a recostar-se para trás no assento. E suspirou:
- Bem, uma coisa posso dizer: há poucos países tão agradáveis para viajar como Portugal! Olha-me só para esta autoestrada sem ninguém!

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Jardins do Palácio de Cristal

Em 1951 foi demolido o verdadeiro Palácio de Cristal que havia sido inaugurado em 1865.
O edifício havia sido concebido para receber a Exposição Internacional do Porto.
Em 1951 a pretexto de um Campeonato do Mundo de Hoquei Patins foi demolido o Palácio para dar lugar ao Pavilhão de Desportos, agora conhecido como Pavilhão Rosa Mota. Assim morria o verdadeiro Palácio de Cristal aos 86 anos.



Não bastasse essa enorme perda para os Jardins do Palácio e para a Cidade do Porto volvidos 57 anos querem uma vez mais atentar contra este espaço.
A intervenção que se pretende fazer implica a destruição do fantástico lago que fica por trás do Pavilhão.

Exactamente neste local querem construir um novo equipamento que será um Centro de Congressos. Como se não houvessem espaços para isso, os Auditórios da cidade, a Exponor, a Alfandega, etc... O lago não ficará simplesmente vazio como na foto. O lago simplesmente desaparecerá.




E o resultado será este



Em nome do progresso, contra a vontade do Povo, será que daqui a 30 anos também vão querer substituir os Jardins por mais algum equipamento? Que tal um condomínio fechado? Se for para isso é melhor arrasar já os Jardins, pelo menos assim acaba-se a esperança.
Realmente tudo acaba nesta cidade. A única coisa que parece não acabar é o Rui Rio, que já poderá ser chamado de, Homicida Invicto da Cidade do Porto.

Disse Alberto Caeiro - (Fernando Pessoa)

O amor é uma companhia

O amor é uma companhia.
Já não sei andar só pelos caminhos,
Porque já não posso andar só.
Um pensamento visível faz-me andar mais depressa
E ver menos, e ao mesmo tempo gostar bem de ir vendo tudo.

Mesmo a ausência dela é uma coisa que está comigo.
E eu gosto tanto dela que não sei como a desejar.
Se a não vejo, imagino-a e sou forte como as árvores altas.
Mas se a vejo tremo, não sei o que é feito do que sinto na ausência dela.

Todo eu sou qualquer força que me abandona.
Toda a realidade olha para mim como um girassol com a cara dela no meio.

Alberto Caeiro

quarta-feira, 22 de julho de 2009

O Sonho mais desejado

O Sonho mais desejado será aquele que passou de realidade a Sonho. Será aquilo que se alcançou e se perdeu. Esse será talvez o Sonho mais difícil de concretizar.

L'Herbe Folle

Depois de uma primeira passagem por Portugal em 2008, L'Herbe Folle estiveram uma vez mais no Porto, (a segunda vez este ano).
O Clube de Fãs é indiscutivelmente cada vez maior e raramente se vê na Cidade Invicta o publico se render tão rapidamente.
O segredo talvez esteja na generosidade e simpatia transmitida em palco pela música e pelos músicos. Os seus espectáculos são uma sucessão de carinhos, comédia, brincadeiras e teatralidade. Enfim, uma banda a ouvir, mas principalmente a ver.

Ontem foi no Porto e hoje estarão em Lisboa no Music Box. Quem puder que aproveite, o Bilhete de € 6,00 será bem empregue. Ainda esta semana os L'Herbe Folle tocam no Festival Praia de Santa Cruz em Torres Vedras.

Por cá, pelo Porto, certamente os teremos outra vez. Nós todos assim esperamos.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

terça-feira, 14 de julho de 2009

Até Quando?

Nem sempre as coisas são como gostaríamos que elas fossem. Por vezes surgem imprevistos, condicionantes imprevisíveis, mas...aceitando que a vida é uma carreiro de cabras onde a qualquer momento podemos ser surpreendidos, nada do que afirmo nestas linhas poderá ser criticável. É simplesmente assim, a vida é também por isso fascinante.

Somos educados ou treinados para executar muito e pensar pouco, somos instruídos para seguir as regras e agir como a formiga. No nosso caso em sociedades cada vez mais complexas e globalizadas. Para isso criamos regulamentos e leis, para que o sistema possa ser gerido e promovido.

A mensagem politica é, vamos fazer mais e melhor, motiva-se e incentiva-se, mas na verdade os que tão bem foram treinados para executar, são muito maus a pensar...pena que lixem a vida de quem pensa e pretende implementar novas ideias.
Reparem, que aqueles que apenas executam, nada podem criar...para criar é necessário, sonhar, pensar, projectar e sim....no final executar.
Mas não apenas executar!!

Os executantes são meros religiosos que seguem, cegamente, as suas bíblias. São os economistas, os engenheiros, os médicos, etc... Poderíamos pensar que somos limitados, que não falta de alternativa não temos outra opção. Mas não.
As alternativas existem, algumas delas bem comprovadas, mas nada muda. Porquê?

A conclusão é simples, quem se senta nas cadeiras de poder, continua a fazer uma avaliação positiva. Os proveitos ainda compensam. Apesar da crise, o Povo ainda tem os carros e ainda muita gente vai de férias. Por isso, não há seguramente mal em expremer mais um bocadinho o Povo.

Talvez , brevemente o Povo tire de vez a cadeira a esses senhores. Porque BASTA!!!

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Marcha LGBT Porto

PANDEMIA DO LUCRO

Recebi este texto no meu mail e decidi partilha-lo.


Que interesses económicos se movem por detrás da gripe porcina???
No mundo, a cada ano morrem milhões de pessoas vitimas da Malária que se podia prevenir com um simples mosquiteiro.
Os noticiários, disto nada falam!

No mundo, por ano morrem 2 milhões de crianças com diarreia que se poderia evitar com um simples soro que custa 25 centimos.
Os noticiários disto nada falam!

Sarampo, pneumonia e enfermidades curáveis com vacinas baratas, provocam a morte de 10 milhões de pessoas a cada ano.
Os noticiários disto nada falam!

Mas há cerca de 10 anos, quando apareceu a famosa gripe das aves...os noticiários mundiais inundaram-se de noticias...
Uma epidemia, a mais perigosa de todas...Uma Pandemia! Só se falava da terrífica enfermidade das aves.
Não obstante, a gripe das aves apenas causou a morte de 250 pessoas, em 10 anos...25 mortos por ano.

A gripe comum, mata por ano meio milhão de pessoas no mundo. Meio milhão contra 25.

Um momento, um momento. Então, porque se armou tanto escândalo com a gripe das aves?

Porque atrás desses frangos havia um "galo", um galo de crista grande.

A farmacêutica transnacional Roche com o seu famoso Tamiflú vendeu milhões
de doses aos países asiáticos.
Ainda que o Tamiflú seja de duvidosa eficácia, o governo britânico comprou 14 milhões de doses para prevenir a sua população.
Com a gripe das aves, a Roche e a Relenza, as duas maiores empresas farmacêuticas que vendem os antivirais, obtiveram milhões de dólares de lucro.

-Antes com os frangos e agora com os porcos.
-Sim, agora começou a psicose da gripe porcina. E todos os noticiários do mundo só falam disso...
-Já não se fala da crise económica nem dos torturados em Guantánamo...
-Só a gripe porcina, a gripe dos porcos...

-E eu pergunto-me: se atrás dos frangos havia um "galo"... ¿ atrás dos porcos... não haverá um "grande porco"?

A empresa norte-americana Gilead Sciences tem a patente do Tamiflú. O principal accionista desta empresa é nada menos que um personagem sinistro, Donald Rumsfeld, secretario da defesa de George Bush, artífice da guerra contra Iraque...
Os accionistas das farmacêuticas Roche e Relenza estão esfregando as mãos, estão felizes pelas suas vendas novamente milionárias com o duvidoso Tamiflú.
A verdadeira pandemia é de lucro, os enormes lucros destes mercenários da saúde.
Não nego as necessárias medidas de precaução que estão a ser tomadas pelos países.

Mas se a gripe porcina é uma pandemia tão terrível como anunciam os meios de comunicação.
Se a Organização Mundial de Saúde se preocupa tanto com esta enfermidade, porque não a declara como um problema de saúde pública mundial e autoriza o fabrico de medicamentos genéricos para combatê-la?

Prescindir das patentes da Roche e Relenza e distribuir medicamentos genéricos gratuitos a todos os países, especialmente os pobres. Essa seria a melhor solução.

PASSEM ESTA MENSAGEM POR TODOS LADOS, COMO SE TRATASSE DE UMA VACINA, PARA QUE TODOS CONHEÇAM A REALIDADE DESTA "PANDEMIA".

quarta-feira, 1 de julho de 2009

terça-feira, 30 de junho de 2009

Chico Buarque - João e Maria

Chico Buarque, um dos mais encantadores músicos brasileiros. Esta musica em particular, com a coisa de enfrentar os Alemães, contra os canhões, o ser feliz, mais a princesa que eu queria coroar.

Está muito bem, mesmo!!
Ouçam e deliciem-se.



Agora eu era o herói
E o meu cavalo só falava inglês
A noiva do cowboy
Era você além das outras três
Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões
Guardava o meu bodoque
E ensaiava o rock para as matinês

Agora eu era o rei
Era o bedel e era também juiz
E pela minha lei
A gente era obrigado a ser feliz
E você era a princesa que eu fiz coroar
E era tão linda de se admirar
Que andava nua pelo meu país

Não, não fuja não
Finja que agora eu era o seu brinquedo
Eu era o seu pião
O seu bicho preferido
Vem, me dê a mão
A gente agora já não tinha medo
No tempo da maldade acho que a gente nem tinha nascido

Agora era fatal
Que o faz-de-conta terminasse assim
Pra lá deste quintal
Era uma noite que não tem mais fim
Pois você sumiu no mundo sem me avisar
E agora eu era um louco a perguntar
O que é que a vida vai fazer de mim?

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Caminho de Santiago

Há muitos anos que penso em fazer um dos caminhos de Santiago. O planeamento da viagem já começou, mas falta o mais importante. Um companheiro(a) de viagem.
Penso fazer o caminho primitivo que começa em Oviedo e acaba em Santiago de Compostela. Neste caminho encontram-se paisagens e trilhos dignos que qualquer livro do Asterix e Obelix.

A ver vamos se há quem apareça com força nas pernas para me acompanhar.
Se não terei de pensar em adiar a viagem, ou então faze-lo sozinho.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Michael Jackson

Quem se encontra na casa dos 30 como eu, certamente se recorda quando Michael Jackson fazia furor como os seus vídeos e passos de dança. Sem dúvida um artista da cena musical que marca uma era.
Hoje, independentemente da controvérsia, estética musical e gostos pessoais, creio que não passará ao lado de ninguém a morte de Michael Jackson.

Recordo-me também de alguns momentos únicos na cena musical. Lembro-me de "We are the World", "Heal the World" e "Earth Song" por exemplo.

As opiniões sobre Michael Jackson poderão ser diversas, mas nunca ninguém ficará indiferente à sua história.

Fica aqui "Heal the World"



Encontrei uma musica mais que não poderia deixar de publicar tendo em conta as imagens do vídeo. Tudo continua na mesma!!

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Pico do Verão

Nesta altura do ano os dias são longos. O S. João serve de certo modo para celebrar este pico de luz e ontem ao passar pelo Porto constatei uma vez mais que o Porto vive, que não está fusco. Ontem houve muita luz.

Tudo começou num terraço fabuloso na Rua Conde da Terceira de onde saiu um grupo animado que fazia questão de distribuir boa disposição pelas ruas que passava. Pouco a pouco lá fomos descendo, sempre com o destino Miragaia. Uns chegaram bem cedo, outros nem por isso...mas todos chegaram.
No meio do trajecto ficou uma passagem pelo Guindalense, o melhor local da noite. Não conhecia aquele pitoresco lugar, mas pelos vistos já é lugar com tradição. Bailarico havia com fartura, Miradouro privilegiado para o Douro e Ponte de D. Luis.

Na Ribeira apenas de passagem, porque em Miragaia havia eu de dar um pezinho de dança. Assim foi, encontrando um mar de gente, encontrando muita gente, espontâneamente...e como sempre aqueles que até se procurava encontrar são sempre aqueles de quem nos perdemos nestas ocasiões.
O S. João é isso mesmo, um caminho errante, onde nos perdemos, encontramos, procuramos e nos reencontramos uma vez mais.

terça-feira, 23 de junho de 2009

S. João

É da tradição de S. João uma quadra a rimar
este ano é só a crise a chatear
mas hoje no Porto não haverá juízo
teremos apenas martelos, copos e riso

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Betty Davies - Anti Love Song



No I don't want to love you
cause I know how you are
thats why I have been staying away from you
thats why I haven't called ya
cause I know you could possess my body
I know you can make me scrawl
I know you can have me shaking
I know you could have me climbing the walls
thats why I don't want to love you
cause I know how you are
sure you say your right on and your righteous
but with me I know you'd be right off
you know I could possess your body too?
Dont cha?
You know I could make you crawl
and just as hard as I fall for you
boy
well you know you'd fall for me harder
thats why I dont want to love you
cause I know what you do to my heart
you'd scorch it just like hot iron
wow
leave me burning alone in the dark
cause I know you could make me suffer
I know you could drive me mad
I know you just take me in a circle
when it got real
I know you'd disappear
thats why I AIN'T gonna love you
cause I know you like to be in charge
well with me
you know you couldn't control me
dontcha?
Cause you know i'd make you drop your guard
i'd have you eaten your ego
i'd make you pocket your pride
just as hard as I'd be loving you
you know you'd be loving me harder
thats why I dont want to love you.
I said
I dont want to love you
na na na na
I said
I aint gonna
na na na na
I said
I dont wanna
na na na na na
I know what you'd do to me

Ver-te

Ocupa o espaço que te ofereço
Liberto espaço
Posso ainda mais,

Sinto, penso, vejo
Sinais duvidosos
(ou)
Será medo?
De quem!

E cresce uma imensa vontade de abrir a cortina e
Ver-te

domingo, 21 de junho de 2009

De manhã até de madrugada

Canta Sérgio Godinho, "há dias de manhã em que um homem à tarde não pode sair à noite nem voltar de madrugada".

Até hoje não havia prestado muita atenção à frase, mas de facto todas as coisas têm o seu tempo próprio.
Talvez a frase contenha uma explicação sobre o dia passado, ou talvez o tempo dirá se meus desconexos pensamentos terão algum fundamento.

Resta-me saber o que se passou ou se passa.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Nick Drake

Em meados dos anos 90, fui introduzido à música de Nick Drake. Desde então Nick Drake é um dos meus compositores favoritos. Um verdadeiro artista da guitarra, belíssimas canções, mas também muito bons textos.

Quem ouve Nick Drake, sente-se quase obrigado a partilhar a sua música. Na verdade Nick Drake, com a sua curta carreira nunca foi um músico famoso. Conhecido por muito poucos, é de salientar o crescente interesse em Drake, desde há uns 15 anos para cá. Não admira!!

Deixo duas músicas.
Mas vale apenas ouvir todos os álbuns, são só três os que Nick Drake deixou numa carreira de apenas 5 anos. Espantoso o facto de Nick Drake ter intitulado o seu primeiro álbum "Five Leaves Left



Aqui a letra

Cello Song

Strange face
With your eyes
So pale and sincere
Underneath you know well
You have nothing to fear
For the dreams that came
To you when so young
Told of a life
Where spring is sprung

You would seem so frail
In the cold of the night
When the armies of emotion
Go out to fight
But while the earth
Sinks to it’s grave
You sail to the sky
On the crest of a wave

So forget this cruel world
Where I belong
I’ll just sit and wait
And sing my song
And if one day you should see me in the crowd
Lend a hand and lift me
To your place in the cloud



Aqui a letra

Northern sky

I never felt magic crazy as this
I never saw moons knew the meaning of the sea
I never held emotion in the palm of my hand
Or felt sweet breezes in the top of a tree
But now you're here
Brighten my northern sky.

I've been a long time that I'm waiting
Been a long that I'm blown
I've been a long time that I've wandered
Through the people I have known
Oh, if you would and you could
Straighten my new mind's eye.

Would you love me for my money
Would you love me for my head
Would you love me through the winter
Would you love me 'til I'm dead
Oh, if you would and you could
Come blow your horn on high.

I never felt magic crazy as this
I never saw moons knew the meaning of the sea
I never held emotion in the palm of my hand
Or felt sweet breezes in the top of a tree
But now you're here
Brighten my northern sky.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Disse Bocage

SONHO

De suspirar em vão já fatigado,
Dando trégua a meus males, eu dormia;
Eis que junto de mim sonhei que via
Da Morte o gesto lívido e mirrado.

Curva fouce no punho descamado
Sustentava a cruel, e me dizia:
- «Eu venho terminar tua agonia;
Morre, não penes mais, oh desgraçado!»

Quis ferir-me, e de Amor foi atalhada,
Que armado de cruentos passadores
Aparece e lhe diz com voz irada:

Emprega noutro objecto os teus rigores,
Que esta vida infeliz está guardada
Para vitima só de meus furores.

John Lennon - Love

sábado, 13 de junho de 2009

Disse Fernando Pessoa

Temos, todos que vivemos,
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada,
E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Flight of the Conchords - If you're it to it

Hoje foi-me apresentado pela primeira vez uma Comédia chamada Flight of the Conchords, que tem a particularidade de incluir as mais incríveis canções. Neste episódio talvez a mais honesta das declarações.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

A fadazinha

Pelo Natal encontrei um livro da Editora Civilização com o nome da "Contos Que O Vento Soprou" - Texto de Teresa Saavedra

Entre os muitos contos maravilhosos que o livro trás, um deu-me um enorme prazer ler para a minha filha. Dou por isso, como bem empregue o tempo em o transcrever para aqui, esperando que possa aguçar o interesse dos leitores pelos outros contos do livro, também eles fantásticos.

O Conto que vos deixo chama-se:



A Fadazinha

Naquele dia, quando a fadazinha acordou, já o Sol ia alto. Sonhara toda a noite que alguém a levava à desfilada até um grande castelo no pico de uma montanha negra e que lá ficara durante tempos infindos, numa sala gelada e coberta por grandes panos escuros. Por isso, levantou-se, atordoada e estranha, apesar de, como sempre, se encontrar na sua cama de ervas, protegida pela sombra do velho carvalho que a conhecia desde que ela nascera. E, como era Primavera, uma camada de pequenas flores nascidas da erva rasteira durante a noite dava-lhe os bons dias, virando as minúsculas corolas para ela.

Nunca na sua vida sonhara e sempre fora uma fadazinha sem cuidados. Não possuia varinha de condão mas também nunca precisara dela. Como não conhecia as suas irmãs, nem sequer sabia que, para pôr em prática os seus desejos, era costume das fadas possuirem uma. Ela não sabia o que era desejar. Vivia em estado de permanente leveza. Na realidade, mesmo o próprio corpo, não tinha o minimo peso. Vestia uma túnica de renda tecida pelas aranhas e usava o cabelo enfeitado por escaravelhos minúsculos e cintilantes. E ao Sol, toda ela brilhava como um pequeno raio de luz. Durante os belos dias de Verão só brincava e voava. Ou deixava-se dançar, como uma folha de árvore embalada pelo vento. Quando vinha o frio do Inverno, abrigava-se numa toca de esquilo e dormia sem parar até que o calor voltasse. Por isso, apesar do estremeção da noite, nem se lembrou que sonhara e, durante todo o dia, voou pela floresta. Passou a manhã no riacho a dançar com as libelinhas, alimentou-se do mel das colmeias, dormiu a sesta num ninho de pássaros abandonado e, ao fim do dia, brincou na crista das montanhas, espreitando o Sol, que, vermelho de cansaço e de sono, se afundava devagarinho. Quando voltou para o velho carvalho já fazia escuro, e cabeceava. Adormeceu imediatamente, toda enroscada debaixo de uma camada de folhas.

Já era quase meio-dia quando abriu de novo os olhos. A primeira coisa que fez foi apalpá-los para se certificar de que estavam bem abertos e olhar atentamente as ervas e as sucessivas camadas de folhinhas novas nascidas durante a noite do velho carvalho. Tornara a sonhar, o mesmo sonho e tudo à sua volta lhe parecia agora estranho. Nada mudara; ela é que nunca reparara em nada. Via tudo como se fosse a primeira vez. Olhou as nuvens cinzentas que se aproximavam e espantou-se quando um doce chuveiro se derramou à sua volta. Pela primeira vez reparou que as folhas que a coriam eram diferentes umas das outras e que a água da chuva as tornava extraordinariamente verdes e brilhantes. Reparou na quantidade de ervinhas que atapetavam o chão, nas minúsculas flores azuis e amarelas que se abriam mesmo junto dela, nos bichinhos que circulavam com esforço por entre a água da chuva. Uma grande gota caiu-lhe em cima do vestido. Delicadamente, tocou-lhe. Não sentiu nada. Abriu a mão com a palma voltada para cima e nela recolheu um pouco de chuva. Mas tornou a não sentir nada.

Quando o Sol voltou de novo, chegaram três meninas que deram as mãos e rodopiaram à volta do carvalho até se cansarem. Depois sentaram-se no chão de pernas cruzadas, a arfar e a rir, o vestido enfolado entre as pernas peludas. Desembrulharam um papel e de lá de dentro sairam pão e bolachas. Depois de comerem esticaram-se na erva a olhar para o céu. Até que uma delas se levantou de um salto e disse:
-Vamos jogar ao Queima.
Com um pau, desenhou formas na terra.
-Queima? Queima? - gritavam as três dançando por entre os riscos.

A fadazinha, empoleirada no ramo mais alto do carvalho, vira tudo. E quando finalmente partiram, a correr e a rir, reparou que o chão ficara coberto de migalhinhas. Cheia de curiosidade, voou do ramo até ao chão e levou um grão de farinha à boca. E depois outro e outro. Mas não lhe soube a nada. Nem chegou sequer a sentir a textura rugosa dos pedacinhos de pão. De repente veio-lhe à ideia o ar contente das meninas e ficou espantada por não entender tamanha alegria. Tão espantada que decidiu procurá-las e tomou o caminho da aldeia mais próxima.

Encontrou uma jovem mãe que seguia na mesma direcção, como o seu menino muito aconchegado num xaile de lã. Enquanto andava, sorria, maravilhada, para o filho. A fadazinha pôs-se na sua frente, fazendo gestos. Mas a jovem mãe passou adiante, tapando a cara da criança por causa do importuno raio de luz. Ficou tão triste, a fadazinha, que só muito tarde reparou que um grupo de rapazes pedalava na sua direcção, a toda a velocidade das suas bicicletas. "Vou ficar onde estou", pensou. "Vão passar por cima de mim e por isso é impossivel que não me vejam!" Mas os rapazes repararam apenas num raio de luz a brincar nos espelhos das suas bicicletas.

Por fim, a fadazinha viu aproximarem-se três lavradores que chegavam do trabalho. Traziam o sacho ao ombro e tinham as mangas arregaçadas. Da sua testa pingavam gotas de suor, estavam mal barbeados e as suas botas deixavam um rasto de terra por onde passavam. Entraram em casa. Uma mulher chegou com uma travessa a fumegar, outra com jarros e copos. Sentaram-se todos à mesa, comeram com avidez. As suas vozes sonoras, as suas gargalhadas, ouviam-se do outro lado da rua.

Foi então que qualquer coisa de misteriosa estalou dentro da fadazinha. Sentiu um grande calor. Saltou para cima da mesa e pegou num copo cheio. Quis beber, quis entornar o copo, quis que o copo se estilhaçasse aos bocadinhos no chão. Mas nada aconteceu. Os lavradores continuaram a a beber e a conversar. Apenas um deles se levantou, foi espreitar o Sol e disse:
-De repente, tanta luz?
Nessa noite a fadazinha foi deitar-se desesperada. E acordou de madrugada, a chorar, sem se dar conta de que chorava.
-Afinal o que sou eu? - exclamava por entre soluços. - Uma sombra? Um sonho? Um espirito sem corpo? Donde venho? Onde começa a minha história?

De repente fizera-se uma noite muito escura dentro da sua cabeça. E do carvalho, olhava, desesperada, até onde a sua vista podia alcançar, tentando entender, tentando sentir. Olhava com atenção os montes, os vales, o rio, as aldeias aninhadas na neblina. E pensava que, dentro de cada casa, vivia gente que, naquele momento, acordava. A seguir iriam sentar-se juntos para beber grandes canecas de leite, mastigar pão. Depois os homens iriam para o trabalho enquanto as crianças ajudariam as mães a tratar da casa, antes de irem para a escola. Talvez tivessem um gato. Como ela gostaria de ter um gato para poder tratar dele! Como ela gostaria que lhe dissessem adeus antes de partir para a escola! Sentar-se a uma mesa, comer e beber, escrever num caderno, fazer um desenho, andar de bicicleta!

E, pela primeira vez, sentiu-se muito sozinha. O seu desgosto foi tanto que um pequeno, um minusculo laguinho se formou aos seus pés com a àgua de tanta lágrima. Chorou tão intensamente que nem sequer se lembrou de que as fadas não choram nunca. Então deu-se contr de que todo o corpo lhe doía da posição em que dormia, em cima da terra, unicamente coberta pela camada de folhas. E sentia a humidade do amanhecer entranhar-se-lhe no corpo. Foi quando reparou que um rapazinho estava parado à sua frente e a olhava com atenção.
-Olá - disse o rapaz. - Dormiste aqui, toda a noite? Não tiveste frio?
Incrédula, a fadazinha sentou-se na terra.

Olhou o rapaz, depois olhou atentamente à sua volta. Sentiu o vento na cara. Esfregou as mãos uma na outra e sentiu que estavam frias. Pela primeira vez reparou que tinha pés e estavam calçados de peúgas e sapatos. Então, a medo, apalpou o próprio corpo. No lugar da túnica de renda feita de teia de aranha, tinha agora um vestido de algodão azul. A seguir apalpou a cabeça. Estava coberta por uma espessa cabeleira apanhada numa trança. Involuntáriamente encolheu um dos joelhos porque lhe doía. Tinha um enorme arranhão. E perante o espanto do rapaz, a fadazinha sorriu-se. Ficou ainda durante muito tempo a sorrir-se. Por fim levantou-se, deu a mão ao rapaz e partiram juntos para a aldeia.

Um novo Blog

Começa hoje este Blog.

Depois do Blog Solariso inicio este novo Blog.
A diferença entre este Blog e o primeiro Blog do Solariso é que aqui o espaço é livre para qualquer tipo de registo.